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A Naviera Armas nasceu em 1941 e converteu-se na companhia de navegação mais importante das Canárias. Contou com mais de cinquenta navios ao longo das suas diferentes etapas. Tem as suas origens em Lanzarote, com o esforço de Antonio Armas Curbelo, que iniciou a sua caminhada com barcos de casco de madeira, com veleiros puros e motoveleiros, e nomes legendários no historial da cabotagem das ilhas dedicados ao tráfego salineiro e de carga. A Armas Curbelo incorporou posteriormente na sua frota navios de casco de aço e propulsão a diesel e máquinas de vapor, com os quais expandiu a sua actividade comercial para fora das fronteiras insulares, ganhando protagonismo na antiga província do Sara espanhol.
O testemunho deste empresário foi recolhido pelo seu filho Antonio Armas Fernández, actual presidente da empresa. Conhecedor das novas tendências no sector, deve-se à sua iniciativa a introdução dos primeiros navios de carga ro-ro nas Canárias. Esta etapa teve início em 1975, com a aquisição de dois barcos menores de trb, que navegaram nas linhas inter-insulares com os nomes de Volcán de Yaiza e Volcán de Tahíche.
A partir de 1995 verificou-se uma alteração significativa na estratégia da empresa, quando a mesma se decidiu introduzir no mercado dos navios de carga e passagem. Incorporou os novos ferrys construídos em Vigo - Volcán de Tauz e Volcán de Tejeda - que depois deram passagem a uma renovação de meios, de acordo com o Plano de Frota de 2003/2006.
A construção de quatro unidades, baptizadas com nomes de vulcões canarinos: o Volcán de Tindaya que efectua a travessia Playa Blanca (Lanzarote) – Corralejo (Fuerteventura) 14 vezes por dia; o Volcán de Tamasite que liga Las Palmas (Gran Canaria) a Morrojable (Fuerteventura) 2 vezes por dia; o Volcán de Timanfaya que liga Tenerife/Gran Canaria a Lanzarote 7 vezes por semana; e por último, o Volcán de Taburiente que ligará as ilhas mais ocidentais, Tenerife a La Gomera e El Hierro, que tem aparelhado um investimento extraordinário e representa um salto qualitativo importante, dado que se trata de navios de última geração, que contribuem para colocar a Canárias no primeiro lugar regional de comunicações marítimas na Europa.
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